Ao menos no primeiro semestre, penso que os ventos podem continuar favoráveis para a bolsa brasileira (ações). Digo isso considerando que mais de 50% do fluxo da bolsa vem do investidor estrangeiro. São fatores que devem contribuir para a manutenção do capital estrangeiro na bolsa:
- O cenário geopolítico conturbado nos países desenvolvidos;
- A corrente queda de taxa de juros norte-americana contrastando com SELIC consideravelmente restritiva (mesmo que com queda já precificada);
- Múltiplos esticados na bolsa americana para vários setores (especialmente tech); múltiplos ainda interessantes para a bolsa brasileira (mesmo com o ótimo 2025);
- Algumas empresas brasileiras (sólidas, menos endividadas, mais líquidas) que têm suportado todo esse período de juro mais restritivo devem se beneficiar ainda mais em um cenário de juros menores;
- Um possível viés altista para o dólar – fator esse que reduziria ganhos do capital estrangeiro – deve vir somente mais próximo ao segundo semestre (eleição presidencial);
- A queda de SELIC – mesmo que já precificada – deve, aos poucos, levar o capital institucional para a bolsa e impulsionar os ganhos. Além disso, é provável que o capital estrangeiro espere a concretização desse movimento de queda.
Neste momento, pelo menos para o investidor estrangeiro (capital que efetivamente movimenta a B3), parece ter ficado em segundo plano levar em consideração o atual quadro fiscal brasileiro no momento de investir.
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*Não há recomendação de investimentos nesse post. Cada investidor deve priorizar a sua situação patrimonial e financeira em específico na hora de investir, respeitar a sua tolerância ao risco, seu momento de vida e objetivos.
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22 de janeiro de 2026.
Por Maurício Cardoso CFP®
