Melhores investimentos no início de 2026

Fonte: mais retorno

Nos dois primeiros meses de 2026, a bolsa brasileira em dólares liderou os ganhos. O EWZ subiu quase 22%. Já a Bolsa brasileira em reais subiu quase 18%. Como contrapartida, o Dólar/Real caiu 6,41%.

Esse movimento positivo para ações Brasil no início do ano é reflexo do forte ingresso de capital estrangeiro na bolsa brasileira. É bom lembrar que aproximadamente 50% do investimento na B3 é composto por investidores estrangeiros. Dadas as questões geopolíticas atuais, os gringos têm buscando alternativas seguras para investirem os recursos e não têm encontrado. O Brasil, por se colocar em uma posição considerada distante dos conflitos geopolíticos e por estar com ativos considerados ainda um tanto subvalorizados, tem atraído boa parte desses recursos.

O arrefecimento das notícias fiscais problemáticas por aqui e a perspectiva efetiva de queda da taxa de juros (SELIC) têm feito com que os prêmios de risco se reduzam neste início de ano. Dessa forma, ativos prefixados ou parcialmente prefixados também apresentam valorização. O IDA-geral (índice debêntures Anbima geral) subiu 2,74%; o IMAB (títulos públicos IPCA+) subiu 2,65% e IRF-M (títulos públicos prefixados) subiu 2,51%.

Na contramão desse movimento positivo estão a bolsa americana com exposição ao dólar (IVVB11) e as criptomoedas (HASH11). O índice HASH11, que engloba uma cesta de criptos, caiu quase 33% nos primeiros dois meses de 2026. Já o IVVB11, ETF de bolsa americana sem hedge cambial, caiu quase 6% ao ano (fortemente influenciado pelo movimento baixista do dólar).

Como posicionar os ativos para o restante do ano? Como estruturar o portfólio de investimentos para um segundo semestre que deve trazer mais volatilidade para os mercados (eleição presidencial no Brasil e eleições no congresso e senado nos Estados Unidos)?

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Florianópolis, 11 de março de 2026

Por Maurício Cardoso, CFP®