Dada a convexidade, a redução nos juros tende a beneficiar os ativos indexados ao IPCA (IPCA+) mais do que proporcionalmente. Quando as expectativas de queda nos juros começaram a se mover, mais precisamente no início de 2025, os prefixados (e os em parte prefixados como os IPCA+) começaram a apresentar resultados positivamente interessantes, especialmente os com maior duration.
A reflexão aqui é, principalmente, referente aos títulos públicos, dado que os privados necessitam ainda de avaliação mais criteriosa devido ao risco de crédito envolvido (ainda mais nesse momento no nosso país!).
A remuneração dos títulos já caiu bastante, mas ainda há espaço para ganhos — tanto via marcação a mercado quanto para quem opta por manter o papel com foco em objetivos de longo prazo (vida, aposentadoria etc.) — tendo em vista que as taxas reais ofertadas ainda se encontram em patamares superiores às médias históricas e à taxa real neutra da economia, estimada entre 5% e 5,50%.
Para investidores com patrimônio relevante, o debate sobre juro real, duration, convexidade e risco de crédito deixa de ser conjuntural e passa a ser estrutural.
Decisões dessa natureza exigem independência, método e visão de longo prazo.
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*Esse post é apenas informativo e, portanto, não trata de qualquer tipo de recomendação de investimentos. Cada investidor possui questões únicas a serem analisadas antes de investir e que precisam ser respeitadas, tais como: perfil de risco; necessidade de liquidez; horizonte de tempo; restrições e objetivos.
Florianópolis, 02 de março de 2026.
Por Maurício Cardoso, CFP®
